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  • Geovana Silveira

Operational Intelligence: você já ouviu falar?

Atualizado: 30 de mar. de 2023




Com certeza você já ouviu bastante sobre o Business Intelligence (ou BI), mas você conhece a Operational Intelligence (ou OI)? Continue acompanhando e saiba o que é!


Num cenário de informação e enxurradas de dados, há muito o que ser analisado e entendido, principalmente pelas organizações, que se utilizam desses dados para nortear suas estratégias e tomadas de decisões para se posicionar no mercado.


Deparamo-nos a todo o momento com grandes volumes de dados provenientes de diversas fontes e que dizem respeito a diversas coisas distintas. Essa enxurrada de dados também ocorre nas organizações. Com grande geração de dados desde os processos de pesquisa e planejamento até os processos de marketing e vendas as empresas vêm se tornando mais “inteligentes” a cada dia.


Todo esse volume de dados carece de análise para que possam ser transformados em informações relevantes para embasarem estratégias. Existem dois principais tipos de análise / processamento desses dados que são o Business Intelligence (BI), que você já conhece, e o Operational Intelligence (OI) – Inteligência Operacional.


O que é a Operational Intelligence?


Originada de operações militares e estratégias de combate do piloto John Richard Boyde, o conceito chave da OI recebeu o nome de Loop OODA, do inglês “Observe, Orient, Decide, Act”, que significa “Observar, Orientar, Decidir, Agir”, um ciclo de decisão e um processo que favorece a agilidade sobre a força nas operações de combate.


Atualmente, evoluído para a OI que conhecemos, o conceito é uma prática extremamente comum em diversas áreas, como a de negócios, onde pode ser entendido como “a business intelligence, ou inteligência dos negócios, adquirida a partir de processos operacionais que estão em andamento”.


O Ciclo OODA


Para Boyd as decisões são tomadas seguindo um ciclo recorrente de observar, orientar, decidir e agir. Essas ações constituem o Ciclo OODA, que pode ser comparado ao Ciclo PDCA, a ferramenta de gestão, de Walter Andrew Shewhart.


No mundo dos negócios, o ciclo é aplicado para entender as operações comerciais, e podemos concluir que, quanto mais rápido uma organização puder finalizar o ciclo, mais rapidamente ela reagirá ao mercado, até mesmo mais rápido que seus concorrentes, obtendo vantagem competitiva.

A chave é obscurecer suas intenções e torná-las imprevisíveis para o seu oponente enquanto você, simultaneamente, esclarece suas intenções. Harry Hillaker, em John Boyd, USAF Retired, Father of the F16.

** A citação é uma tradução livre de “The key is to obscure your intentions and make them unpredictable to your opponent while you simultaneously clarify his intentions.” — Harry Hillaker, em John Boyd, USAF Retired, Father of the F16.


Ou seja, aja rapidamente, gerando mudanças rápidas o suficiente para que seu oponente não tenha tempo de se adaptar e reagir.


O Loop OODA esclarece que antes de uma tomada de decisão (OODA – Decide) o gestor precisa obter informações (OODA – Observe) e determinar o que essas informações significam para ele e o que ele pode fazer a respeito (OODA – Orient) para, então, decidir o que fazer (OODA – Decide) e, por fim, fazê-lo (OODA – Act).


A OI no BI


O BI é uma inteligência baseada em dados, que tem por objetivo a melhoria e otimização de tomadas de decisões e desempenho dos negócios. Ela é baseada em dados históricos e é utilizada como ferramenta de gestão desde a década de 90.


À medida que os negócios vão se tornando mais globalizados e complexos, eles passam a gerar um volume cada vez maior de dados e demandar, com base nos dados gerados, tomadas de decisões mais imediatas.


Para decisões imediatas baseadas em dados gerados constantemente, é necessária uma análise em tempo real desses dados, porém, o BI é baseado em dados históricos, atuais, mas não em tempo real. É aí que entra a OI.


Apesar de serem baseados nos mesmos conjuntos de dados, o BI e a OI possuem uma diferença significativa. A OI se refere a uma categoria de análise de dados mais dinâmica e em tempo real, fornecendo as informações necessárias para tomadas de decisão imediatas e as ferramentas necessárias para garantir que essas decisões atuem por meio de ações, sejam elas manuais e/ou automatizadas.


O BI se concentra em eventos de níveis gerenciais que afetem o resultado final da organização, já a OI se concentra nos processos operacionais.


Um sistema de OI permite aos gestores observar seus processos de negócios, o desempenho de seus fornecedores, sua linha de produtos, seus canais de vendas e seus clientes. Em seguida ele os orienta a determinar estratégias, tomar decisões e agir para a execução das estratégias e atingimento de metas, com o mapeamento das entradas, recursos e elementos de controle.


Alguns usos comuns da OI incluem:

  • Recomendações de produtos a compradores online;

  • Alertas para possíveis problemas operacionais,como inatividade de sistemas, por exemplo;

  • Status de disponibilidade de itens em estoque;

  • E quaisquer tarefas ou processos orientados por dados que exijam atenção ou ação imediata.

Por que você precisa da OI e do BI


O BI se integra a sistemas corporativos para criar um contexto entre os dados históricos e as operações e ações gerenciais atuais em relação aos objetivos da organização, e fornecer aos stakeholders informações sobre onde estão ganhando ou perdendo.


No entanto, o BI não consegue fornecer informações suficientes sobre os processos e dados operacionais. Com a análise constante e em tempo real de dados gerados também em tempo real, provenientes de diversos canais, a OI fecha o pacote de análise dos dados, de eventos históricos e dos que estão acontecendo nesse exato momento, proporcionando aos gestores e tomadores de decisão vantagens competitivas.


Obviamente, a OI não descarta a necessidade do BI, que oferece diversos relatórios e análises extremamente importantes que podem afetar e causar alterações em toda a organização.


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